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Desinfeção

Desinfeção das mãos com cuidado da pele incorporado

A higienização das mãos é medida chave para uma higiene básica, no entanto a adesão a esta prática poderia ser superior para os profissionais de saúde.

Estudos referem que a tolerabilidade para a pele dos desinfetantes de mãos, e o estado da pele dos profissionais de saúde, são dois pré-requisitos fundamentais para encorajar os profissionais de saúde a realizar a desinfeção das mãos.

Todos os anos, aproximadamente 5 milhões de pessoas na Europa e 1,7 milhões de pessoas nos EUA contraem uma infeção durante tratamentos médicos. É importante realçar que estes números se referem a novas infeções adquiridas, não relacionadas com o estado inicial do doente aquando da hospitalização.

As infeções adquiridas nos hospitais e clínicas (conhecidas como Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde ou IACS) são uma das grandes ameaças à segurança dos pacientes em todo o mundo.

Patient lying in her bed, smiling at the doctor’s assistant, while the assistant is disinfecting her hands.

Os pacientes e profissionais afetados com IACS têm um efeito importante na economia da saúde. Os pacientes enfrentam stress emocional, internamento prolongado, incapacidade prolongada, aumento da resistência dos microrganismos a antimicrobianos e /ou encargos financeiros adicionais, enquanto que as infeções transmitidas aos profissionais de saúde podem levar ao surgimento de doenças e ao absentismo. Quanto maior o tempo de permanência do paciente infetado nas instalações, maiores serão os custos. Existe também um maior risco de mortalidade.
Nos países desenvolvidos, as IACS afetam 5 a 15% dos pacientes hospitalizados e entre 9 a 37% dos que são admitidos em unidades de cuidados intensivos (UCIs)

Apesar do risco, as diretrizes da Organização Mundial de Saúde para a Higienização das Mãos nos cuidados de saúde demonstram que os procedimentos recomendados de higienização das mãos ainda não são completamente respeitados.

Desinfeção das mãos é a medida chave de prevenção

A smiling nurse is disinfecting her hands.

De acordo com os especialistas, um terço das IACS podem ser prevenidas com uma higienização sistemática e com medidas de monitorização, sendo a medida mais importante a nível individual a desinfeção higiénica das mãos.

A desinfeção das mãos é um elemento essencial para evitar as IACS e consequentemente manter a segurança do paciente. Embora seja uma das medidas mais fáceis de implementar, a sua adesão ainda pode ser melhorada.

Os profissionais de saúde muitas vezes subestimam a importância da desinfeção das mãos. A transferência de bactérias de mão para mão é prevalecente em ambientes onde várias pessoas partilham o mesmo espaço. Por exemplo, em lares de terceira idade ou nas unidades de cuidados dos lares, os microrganismos patogénicos podem ser encontrados em todo o edifício e em vários objetos.

A desinfeção nos momentos certos é, portanto, crucial, não apenas para prevenir a transferência de microrganismos e proteger os pacientes de infeções, mas também para proteger os profissionais de saúde. No fim, a segurança dos profissionais de saúde reflete-se na segurança dos pacientes.

A importância da dermotolerância

Close-up of two hands, rubbing the disinfectant in.

Devido à sua forte atividade antimicrobiana, ação rápida, boa dermotolerância e facilidade de utilização, os desinfetantes de mãos à base de álcool estão recomendados para a desinfeção das mãos. No entanto, uma eficaz higienização das mãos depende do facto de a pele estar intacta. Este é um problema importante para os profissionais de saúde, devido ao elevado número de eventos stressantes para a pele a que estão expostos todos os dias, incluindo a repetida lavagem das mãos.

Uma das doenças ocupacionais mais comuns entre os profissionais de saúde é a dermatite de contacto irritante, uma doença inflamatória da pele em cujo estadio inicial a pele torna-se seca e rugosa. De forma a minimizar a sua ocorrência, é importante uma proteção e cuidado da pele.

Para que os desinfetantes de mãos sejam eficazes é essencial que a pele esteja saudável, uma vez que até uma pequena fenda ou um microtrauma na pele pode levar à sensação de queimadura quando se usa um desinfetante de mãos, o que pode levar a comprometer a aplicação apropriada.

Além de comunicar quando devem ser realizados os 5 momentos essenciais para a Higienização das Mãos, existem duas mensagens fundamentais que precisam de ser comunicadas para aumentar a adesão à higienização das mãos – a tolerabilidade da pele ao desinfetante de mãos e a sua eficácia na desinfeção.
Relativamente à dermotolerância, existe ainda a preocupação de que a desinfeção frequente das mãos com um produto à base de álcool possa secar a pele ou destruir a sua barreira protetora. Na realidade, vários estudos comprovaram que a desinfeção das mãos com produtos à base de álcool é mais bem tolerada que a lavagem das mãos. Recentemente foi demonstrado que o desinfetante Sterillium® pode até aumentar a hidratação e manter a elasticidade da pele.

Para além de oferecerem uma eficácia elevada, os desinfetantes de mãos necessitam de ser bem tolerados pela pele ou até proporcionar alguma hidratação na pele. Para além de melhorar a higiene, a utilização frequente de desinfetantes de mãos bem tolerados pela pele – em particular aqueles com propriedades hidratantes – podem, até certo ponto, compensar a pele desidratada devido a lavagens frequentes das mãos. A utilização frequente destes produtos várias vezes ao dia, durante as horas de trabalho, aumenta a proteção dos profissionais de saúde e dos pacientes ao mesmo tempo.